terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Você sabe o que é uma escoteria?



Vovô: Cadê ele? Já saiu do serviço?
Meu Pai: Já sim Chefe!
V: E cadê o cassetete?
P: Tá na escoteria...

Pronto. A partir dessa resposta, a rotina matinal de Seu José foi mudada.
O banho, o curativo, o café, a nebulização...

V: Aninha! Me leva lá na escoteria!
Aninha: Mas Vô... Pra quê?
V: Tem que pegar lá o cassetete pro seu pai voltar pro serviço.
A: Ué? Não é a hora do senhor não? (a gente acaba entrando nas histórias porque é mais divertido!)
V: (rindo) NÃO!!! ... Seu pai paga mais esse pra mim!

Depois de rodar por corredores, cozinha, varanda, calçada foi bem ali, ao lado do tanque que encontramos a escoteria:

V: Aqui!! Pega lá o cassetete!
A: Mas Vô... não tem...
V: Tem sim! Tá ali ó!

Minha mãe logo ao lado me entrega uma varinha de metal e eu passo pra ele...

V: Ah não! Isso é vara de pescar! O cassetete tá do lado!


Depois disso conseguimos mudar de assunto e o cassetete, a escoteria e meu pai tendo que pagar um serviço imaginário foram deixados de lado.

Mas hoje, um dia após a caça do cassetete:

A: Ainda bem que parou com aquela coisa da escoteria... (eu falando com minha mãe e tia no café, por trás do meu avô)

V: O quê? E o cassetete? Já pegaram? (ele e seu ouvido atento...)
A: Já vô...

E quando eu pensava que tudo ia começar de novo, ele ri  com cara de que estava só me zoando...
Até que, antes de fazer a nebulização:

V: Aninha! Me arranja uma caneta!
Dou a caneta sem entender e ele ameaça escrever na toalha
A: Peraí Vô! Aqui um papel!
V: (rindo) Você pensa que eu ia escrever na toalha...

E, quando eu penso que o assunto era sério...

V: Agora diz aí um número!
A: Número?
V: É... O número do bicho... :)


Ah Vô... Só o senhor pra fazer uma manhã de terça parecer uma tarde de sábado...
Só o senhor pra achar que eu, em meus vinte e um anos, pareço uma menina de quatorze...
Só o senhor...
Pra transformar minha vida de estudante, estressada e complicada
No país das maravilhas da Alice!






sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Aprendi com ele!

Olha eu e Vovô ai juntinhos há um bom tempo atrás!

Acho que desde essa época nossa parceria era boa.

 Lembro muito bem de quando eu ia visitar meus avós, aí era bater a hora da novela pra Seu José ir pra janela da sala ou pra cadeira de madeira assisti-la e eu ficava junto. Mas sabe uma coisa que ele fazia e me deixava irritada? Era começar a novela e ele começava a contar tudo o que ia acontecer! Tudo porque li aqueles resumos do jornal pela manhã. 
E adivinha o que aconteceu? Hoje eu é que faço isso. Não com ele, mas com as outras pessoas daqui de casa e de qualquer lugar em que tenha uma TV ligada na hora da novela que eu desato a falar e falar que "sabe o segredo da Tereza Cristina? Já disseram que é falso pois o Alvaro vai rir dizendo que ninguém desconfia que na verdade ela é irmã dele" e que "a Ana Fonseca vai competir com a filha da Vitória e essa vai quebrar a cara pois a garota joga muito bem tênis" e a "Belezinha vai trabalhar na Shunel...." 
Ahhh!!! Adoro falar de novela na hora da novela!

Obrigada Vô! :)



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quatro da Madruga, ou enquanto o Junior dormia...

4:30 (AM) - Hoje!

Vovô - Junior! Juniorrr!!
Aninha - Oooi! (cheia de sono)
V - JUNIOR! JUNIORRR!
A  - Fala Vô!
V -Que horas são?
A - Quatro e meia.. ainda.
V - Quê? Não tô te ouvindo!
A - QUATRO E MEIA! Quer que ligue o rádio?
(levanto da cama...)
V - Liga na Tupi!
Eu, com sono e sem saber em que frequência fica a Tupi:
A - Pode ser na Nativa não?
V - (me olhando super acordado) Pode, pode...

Ligo rádio, volto pra cama, e enrolo até que acabe a hora do forró na Nativa ás 5hrs. Aí eu durmo!

Às vezes, ele quer saber apenas a hora
Às vezes, perdeu o sono e quer levantar logo
Às vezes, tem pesadelos e só sossega depois de looogas conversas
Às vezes, nem sabe quem eu sou ou onde está
Às vezes, tá com "fome de dez mendigos"!
Às vezes, tem um quintal inteiro pra capinar ;)

Às vezes, bem, às vezes eu tô morta de sono e ele não! O que fazer se são 2:30 e ele está acordadão?
Aí, eu mio.
Mio mesmo, que nem miado de filhote de gato.

A - Vô... Vozinhoooooo... me deixa dormir, deixa?
A - Ainda são duas e meia! Amanhã eu tenho aula até de noite... Vozinhooooo...
V - Tá, tá...
A - Boa noite? Posso deitar?

Aí, com aquela cara que só avô tem ( de que estão enrolando ele e ele finge que acredita)

V - Tá... Boa noite!


Esse foi um pequeno exemplo das madrugadas com  Zezinho...
E ah!
Sabe o Junior que ele chamou tanto no início?
Enquanto eu levantei, respondi, liguei o rádio e esperei o bendito forró acabar pra voltar a dormir... Ele  tava ali, beem pertinho... No chão do quarto... DORMINDO!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Seu José, Seu Bertoldo, Chefe, Pai, Zezinho... Meu Vô!

Oi! Eu sou Aninha, neta do seu José Bertoldo e só! É isso que basta afinal, já que na maioria das vezes onde ele vai, eu vou junto, quando ele acorda, eu acordo junto, quando ele come, eu como junto e quando ele tem que tomar os remédios... eu tento convencê-lo de que é pro bem dele!

Nossa vida a dois tem sido bem movimentada, principalmente nas madrugadas quando damos umas fugidas (sem que minha mãe veja!) e saímos pra pescar, pra sambar, andar de ônibus e qualquer outro lugar que você possa imaginar... Meu avô imagina também! E nem dá pra negar dizendo que foi sonho porque ele  conta tão bem as histórias que até o médico dele acredita!
Além dessas fugidas imaginárias, meu avô adora sair de carro com minha tia e ouvir aquele som alto e toda bagunça que fazemos toda vez que vamos ao mercado, ao shopping ou à procura de um bolinho de carne num sábado á noite!

Claro que nem todo dia ele está de bom humor, como hoje por exemplo. Após toda a rotina da parte da manhã (que eu deixo pra contar outro dia), ele, resmungando disse que iria chamar a polícia por maus tratos! Que nós (eu e minha mãe) estávamos brincando com coisa séria (o fato dele querer dormir de novo após uma hora acordado!) e ele não estava gostando disso. E esse mau humor durou até a hora do almoço.  Exceto o tempo em que o Joãozinho (o neto mais novo) esteve com ele. Aí, foram só sorrisos!

Agora tenho que ir, Zezinho me espera!